14 de junho de 2010

Custo baixa e aeromodelismo conquista adeptos na região

Angelo Poletto Mendes/Redação JC

Até meados dos anos 80, época em que a atividade de aeromodelismo era quase uma febre na região, a prática era vista com certo preconceito e desconfiança, associada a uma elite, em função de seus altos custos. Remanescente desta época, já que iniciou na prática há nada menos do que 32 anos, o aviador aposentado José Erci Narcizo, de 64 anos, integrante do GAZ, acredita que este estigma ficou no passado. Além do custo, que declinou em função das novas tecnologias, a atividade também é vista hoje como uma opção de hobby e diversão saudável.
“O que mais me motiva ainda hoje é a convivência pessoal, a paixão em comum pela atividade e o desafio de ver nosso aparelho funcionando”, comenta Narcizo. “A gente constrói, cuida de todos os detalhes e acabamento, o que demora um pouco, aí quando joga pra cima dá aquela tremedeira nas pernas de medo de não voar e quebrar”, brinca o técnico em saneamento e piscineiro Conrado Longo, outro aficcionado pelo aeromodelismo. É preciso cuidado, no entanto, porque a paixão pelo aeromodelismo costuma se alastrar rapidamente, se intrometendo no dia a dia dos adeptos.
“Sempre que tenho um tempo livre durante a semana eu construo ou faço ajustes, para não ter que fazer no dia do vôo”, admite Conrado, ressalvando que, tirando a sujeira do isopor, a família apoia. “Acho que afinal é bem melhor ficar fazendo aviãozinho do que ir para o bar beber ou sair por aí usando drogas”, pondera. Sobre custos, as estimativas são de que atualmente com cerca de R$ 600,00 é possível obter um aparelho completo e iniciar na atividade. “Desde que a pessoa monte o seu próprio aparelho”, ressalva Narcizo.
O custo principal é com os componentes eletroeletrônicos. O aparelho voa a partir de comandos de um controle remoto dotado de transmissor, maior que um controle comum de televisão, vinculado a um receptor acoplado ao aeromodelo. O raio de ação pode chegar a até 1,5 quilômetro, mas os praticantes não costumam voar num raio superior a 200 metros. “O que se afasta mais não passa de 200 metros, porque a partir de 300 metros não se enxerga mais o aparelho, e não dá para pilotar”, assinala Narcizo. (Foto: Willi Heisterkamp/Divulgação/JC)