6 de agosto de 2010

Prefeitura fecha cerco às reconstruções em áreas atingidas por ressacas

Passada a fase aguda da ressaca que deixou um rastro de estragos no Campeche e Armação, no Sul da Ilha, se estendendo de abril até o início de junho, começa agora a etapa de contabilização dos prejuízos pelos donos de imóveis atingidos pela força das marés. Quem sonhava em recompor seus terrenos, mesmo que parcialmente, para amenizar o prejuízo, provavelmente terá que desistir. A Floram (Fundação Municipal de Meio Ambiente) já anunciou que não será permitida a engorda de terrenos nas áreas devastadas pelas marés. “Isso é orientação do prefeito, que aquelas casas que estão em área de preservação permanente não poderão ser reconstruídas”, informou o diretor de Fiscalização Ambiental da Floram, Bruno Palha. Conforme dados da Defesa Civil, a ressaca comprometeu 30 casas na Armação e outras 18 no Campeche, além de mais de uma dezena na Barra da Lagoa, no Leste da Ilha. Recentemente, mais duas casas teriam desmoronado no Campeche. Ao contrário da Armação, onde foi promovida uma enorme obra de enrocamento para evitar o avanço do mar e preservar pelo parcialmente as propriedades, no Campeche, a princípio, está descartada qualquer intervenção física na praia. A Secretaria do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente da capital informou que vai intensificar a fiscalização nas localidades, para impedir qualquer tentativa de reconstrução. As causas da ressaca que castigaram a região ainda são controversas. Alguns geólogos apontam o molhe da Armação como origem de todo problema, se estendendo para as demais praias do costa Sul e Leste da Ilha numa espécie de efeito dominó. A direção da Defesa Civil catarinense, contudo, aponta causas pontuais em cada uma das áreas atingidas. No Campeche, seria por causa de edificações sobre dunas, que teriam represado o movimento das areias em direção ao mar. (Foto: Willi Heisterkamp/Divulgação/JC)