29 de outubro de 2010

Campeche perde a alegria de Seu Valério, aos 92 anos

Angelo Poletto Mendes/Redação JC

O Campeche perdeu, no dia 11/10, uma de suas figuras mais históricas, com o súbito falecimento, por infarte do miocárdio, de seu Valério Manoel Pires, ‘campecheano’ autêntico, nascido e morador do bairro há nada menos do que 92 anos. Dono de um dos últimos engenhos de farinha preservados da região, seu Valério deixa cinco filhos, cerca de 30 netos e mais uma dezena de tataranetos, às vésperas de completar 93 anos, que faria em janeiro próximo. “Foi de repente, ele acordou passando mal, levei na policlínica e em seguida ele veio à óbito”, comentou o filho Mirom Valério Pires. “O médico já tinha avisado que o coração dele tava fraquinho”, acrescentou.
Seu Valério, de acordo com Mirom, era neto de um coronel que teria lutado na Guerra do Paraguai, oriundo de Encantado (RS). “Foram duas levas de Pires que vieram para a Ilha, uma aqui para o Campeche e outra lá pros lados de Santo Antônio de Lisboa, onde tem muita rua com sobrenome dos Pires”, comentou. Seu Valério trabalhou a vida inteira na roça e mantinha ativo, há até cerca de 12 anos, um dos últimos engenhos de farinha preservados do Campeche e região. O engenho ainda se mantém conservado, embora muitas peças tenham se estragado com o tempo. “Muita coisa os cupins comeram”. Seu Valério foi casado por três vezes e era viúvo da última esposa há nove anos. (Foto: Luís Prates/Arquivo-Nov07/Divulgação/JC)