29 de outubro de 2010

Clima de incerteza paira sobre futuro de obra na região

O bloqueio dos recursos para as obras da rede de esgoto do Campeche acarretou um grande distanciamento das metas prognosticadas pela Casan para o sistema até o final deste ano. Conforme o gerente de Construção da Casan, Fábio Krieger, a expectativa de atingir 40 quilômetros de rede instalada até o final de 2010 caiu literalmente por terra. De um total de 56 quilômetros de rede prevista para a região, apenas 28 quilômetros teriam sido instalados até agora, após mais de dois anos de trabalhos. Faltam outros 28 quilômetros para instalar em 12 meses, até o término de 2011, prazo contratual estipulado para conclusão da rede. Krieger garante, contudo, que é viável concluir no prazo previsto. “Se houver um desembolso regular de recursos”, ressalvou. Outro desafio para a Casan será conseguir viabilizar a construção da estação de saneamento do Rio Tavares, que demora pelo menos 12 meses para ser edificada, e permanece praticamente parada desde meados de 2009. Isso significa, a grosso modo, que, caso não seja retomada a partir de janeiro, não ficará pronta no final de 2011. “Cada dia que se perde vai ficando mais difícil; já perdemos 60 dias de obra e tempo bom”, comentou. O dirigente lamenta a série de obstáculos que vem enfrentando a obra da rede de esgoto no Campeche, especialmente o projeto do futuro emissário. “Tem muita gente contra essa obra, o núcleo distrital se afastou, está faltando apoio”, lamentou. O dirigente da Casan alerta que uma eventual demora no desbloqueio dos recursos põe em risco até mesmo a manutenção do canteiro de obras da empreiteira que executa os trabalhos no Campeche. No Leste da Ilha, a Casan promoveu, em meados de outubro, a ligação da sistema de esgoto da Costa da Lagoa à estação da Barra da Lagoa, através de tubulação submersa na Lagoa da Conceição.