29 de outubro de 2010

Decisão sobre futuro da SC-405 fica nas mãos do governador Raimundo Colombo

Considerada fundamental para resolução dos congestionamentos que atormentam os moradores do Sul da Ilha, a construção da terceira pista na rodovia SC-405, no trecho de 2,3 quilômetros que se estende entre o Trevo da Seta e o Trevo do Rio Tavares, está agora nas mãos do novo governador eleito, Raimundo Colombo (DEM), que assume em janeiro do próximo ano. Deflagrada em fevereiro de 2009, com promessa de conclusão integral ainda em outubro daquele ano, a obra esbarrou desde o início em dificuldades na resolução das desapropriações e está literalmente parada, em termos de andamento físico, desde o final do ano passado. Com a indefinição sobre nomes que integrarão a equipe do nome governador, poucos dentro do atual governo arriscam prognósticos sobre o futuro da obra. Funcionário de carreira do Departamento Estadual de Infra-Estrutura (Deinfra), e atual superintendente do órgão, o engenheiro Cléo Quaresma, no entanto, não se faz de rogado: “Acredito que o compromisso com a obra será preservado pelo novo governador; acho que ele deve restabelecer o trabalho”, projetou. Quaresma vai ainda mais longe e sustenta que o novo governador pode até optar por uma solução ainda mais abrangente para a rodovia, investindo na sua duplicação ao invés da simples construção da terceira pista. “Acho que é viável aproveitar e duplicar a rodovia, ao invés de fazer apenas a terceira pista”, reforçou. “Embora seja bem mais caro, duplicar é a solução mais correta para essa rodovia; a terceira pista é apenas um paliativo”, argumentou. O presidente do Deinfra, Romualdo de França, garante que também é favorável à duplicação. “Sempre fui defensor da duplicação; a terceira pista era uma alternativa para se ganhar operacionalidade, mas diante da situação, é nítido que não se conseguiu essa operacionalidade”, ponderou. Orçada inicialmente em R$ 4,6 milhões, dos quais R$ 1,5 milhão para desapropriações, a obra da terceira deve consumir, ao final, só com indenizações cerca de R$ 2,6 milhões. Para viabilizar a duplicação, seriam necessários cerca de mais R$ 2,2 milhões para indenizações. (Foto: Willi Heisterkamp/Divulgação/JC)