17 de dezembro de 2010

Amocam conclama morador a denunciar despejo ilegal

O presidente da associação de moradores do Campeche, Ataíde Silva, conclama os moradores do bairro e região para que denunciem quaisquer suspeitas de lançamento irregular de esgoto para a intendência local, ao escritório da Vigilância Sanitária, que funciona em anexo à intendência, ou à própria Amocam. “Denunciem, que nós iremos lá averiguar e, se for o caso, lacrar o despejo irregular”, assinala o dirigente, que admite já ter passado por diversas saias-justas no trabalho da força-tarefa. “Já tivemos que autuar até algumas famílias conhecidas; mas não podemos no omitir, acima de tudo está em jogo a preservação de nosso patrimônio”. O resultado da operação, após quase 12 meses, é considerado altamente positivo pelo dirigente. “Em muitos lugares não se sente mais aquela catinga e alguns cursos d’água que apresentavam coloração escura já estão bem mais limpos, com águas até cristalinas”, exulta. “Isso é gratificante”, complementa. Silva acredita que o modelo operacional da força-tarefa adotada no Campeche pode ser até ‘emprestado’ para outras comunidades. “A Lagoa, por exemplo, poderia adotar nosso modelo para sanar esse problema recorrente das algas”, argumenta. O líder comunitário informou, por outro lado, que a Amocam pretende enviar ao Ministério Público Federal, ainda antes do final deste ano, um dossiê contendo fotos e mapas de uma série de empreendimentos imobiliários projetados para o Campeche e região, para levantamento das condições em que estão sendo executados. ‘Vamos insistir na aplicação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para alguns, com a cessão de contrapartidas à comunidade, e no embargo daqueles que estiverem irregulares”, assinalou.