A remoção das últimas edificações remanescentes no trecho do viaduto da Seta não foi suficiente para viabilizar a sua conclusão neste ano, como prometia a Prefeitura da capital. No começo de dezembro, o secretário municipal de Obras, Luiz Américo Medeiros, admitiu publicamente que a obra não será concluída mais neste ano, ficando adiada para 2011. O motivo alegado foi a descoberta de solo mole sob as últimas edificações demolidas no local, no final de outubro, que exigiu um trabalho minucioso de recuperação para permitir o prosseguimento da edificação. “Tivemos que fazer a substituição de solo, com a aplicação de cerca de cinco mil metros cúbicos de pedra-pulmão; esse trabalho já foi executado, mas custou um mês de atraso no andamento da obra”, comentou Medeiros. O secretário ressalta que a partir de agora praticamente não existe mais risco de imprevistos. “Agora só sobraram alguns muros e recuos remanescentes para desapropriação, todos já resolvidos, com os proprietários notificados e alguns inclusive já indenizados”, assinalou. Medeiros prefere não fazer novos prognósticos sobre a conclusão, mas garante que o cronograma, que estipula entrega da obra em março, será cumprido. “O prazo contratual é março”, reforça. Fontes não oficiais dentro da Prefeitura especulam que haveria possibilidade de conclusão no início de fevereiro, mas o secretário não confirma a informação. Com o adiamento da conclusão, o dirigente revela que a intenção agora é entregar a obra integralmente, só liberando ao tráfego após ficar totalmente concluída, inclusive com calçadas e acabamentos. Anteriormente, se projetava a liberação imediata ao tráfego e execução dos trabalhos complementares com a edificação já em uso. “Agora não faz mais sentido entregar a obra incompleta”, ponderou. O viaduto da Seta terá extensão de 145 metros, formado por duas pistas de 9,30 metros cada. (Foto: Willi Heisterkamp/Divulgação/JC)
17 de dezembro de 2010
