Angelo Poletto Mendes/Redação JC
Uma força-tarefa integrada por representantes da Vigilância Sanitária, Intendência do Campeche e Associação dos Moradores do bairro (Amocam) está literalmente fechando o cerco às ligações irregulares de esgoto no Campeche e região. Em menos de um ano desde o início da operação consorciada, mais de 350 ligações irregulares já teriam sido detectadas e lacradas, revela o presidente da Amocam, Ataíde Silva, um dos integrantes mais assíduos da força-tarefa. O grupo, conforme ele, é integrado por seis a sete pessoas, sendo pautado principalmente por denúncias recebidas dos moradores da região.
O procedimento padrão, explica o dirigente, é a conferência in loco da irregularidade, através de reagentes químicos que detectam a presença de esgoto, e posterior vedação da emissão do efluente. “Colocamos um supositório (garrafa pet de dois litros cheia de concreto) para lacrar a saída da tubulação e emitimos uma advertência para o dono do imóvel; no caso de reincidência, ele fica sujeito a multa e processo judicial”, afirmou. “Felizmente, o índice de reincidência até agora não tem chegado a 10% das ligações”, comentou.
As irregularidades mais comuns são ligações de fossas e caixas de gordura na rede pluvial e, mais recentemente, até nas tubulações na rede da Casan em fase de construção. “Esse problema é relativamente novo no Campeche, antes como a maioria das ruas era de chão batido não se tinha isso; com as pavimentações e a instalação das bocas de lobo e, agora também com a rede da Casan, começaram essas sacanagens”, comentou. Ataíde garante que o grupo não perdoa ninguém, conferindo irregularidades em residências, edifícios, estabelecimentos comerciais, escolas e prédios públicos e privados em geral. (Foto: Divulgação/JC)
