Angelo Poletto Mendes/Redação JC
Apesar de muitos moradores do Campeche e região ainda não conhecerem, a Ilha do Campeche costuma ser uma atração quase obrigatória para os turistas que visitam a região. A pouca estrutura receptiva do paradisíaco local, que possui apenas dois pequenos restaurantes abertos ao público, não inibe a visitação; a cada nova temporada, milhares de turistas procuram a ilha, para conhecer sua exuberante beleza natural, sua praia de águas cristalinas e seu riquíssimo acervo de inscrições rupestres, de valor histórico inestimável.
O acesso tradicional à ilha é feito através de embarcações autorizadas, que partem da Armação, Barra da Lagoa e Campeche, respeitando um limite acordado de no máximo 800 pessoas por dia. Além destes visitantes, contudo, muitos costumam acessar a ilha também através de barcos, botes e até caiaques particulares. “A ilha é pública, qualquer um pode chegar ao local”, assinala Turian Oliveira, presidente do Clube de Preservação Couto de Magalhães, que administra a ilha desde os anos 40, sob regime de concessão da União.
O acesso à mata fechada, ao interior da Ilha e ao acervo de enigmáticas inscrições, contudo, é restrito. Para isso, o visitante precisa procurar um dos guias que atuam no local, para efetuar a visitação supervisionada. Esse cuidado, destaca Turian, tem sido fundamental para garantir a preservação da ilha e seu acervo rupestre, tombados pelo patrimônio histórico e artístico nacional. O dirigente calcula que três horas é um tempo mais do que suficiente para uma visita completa à ilha, que possui pouco mais de 381 mil metros quadrados. (Foto: Willi Heisterkamp/Divulgação/Arquivo/JC)
