14 de fevereiro de 2011

Chuva volta a deixar rastro de estragos no Campeche e Sul da Ilha

Angelo Poletto Mendes/Redação JC

A enxurrada que castigou a capital catarinense na segunda quinzena de janeiro voltou a deixar um rastro de estragos no Campeche e bairros do Sul da Ilha. Dezenas de ruas se transformaram em verdadeiros rios e centenas de casas ficaram alagadas, levando muitos moradores a terem até que abandonar temporariamente suas residências. Apesar das tradicionais reclamações e protestos de moradores, o problema é recorrente e parece, infelizmente, de difícil solução.
O secretário de Obras da capital, Luiz Américo de Medeiros, atribui o problema principalmente à ocupação irregular de áreas sem planejamento, muitas vezes em partes baixas, que funcionavam como pontos de escoamento. “Com a impermeabilização do solo, não existem meios de fazer essas águas chegarem aos rios’, ponderou. Para corrigir essas distorções ocupacionais consolidadas, conforme ele, é necessário um amplo e caro projeto de macrodrenagem.
“Tentamos conseguir recursos para essas obras junto ao governo federal, mas não conseguimos nada”, afirmou Medeiros, revelando que a Prefeitura está tocando algumas obras paliativas para o problema com recursos próprios. No Sul da Ilha, estão em andamento, entre outras, a passagem de drenagem sob a SC-405, nas imediações do Trevo do Erasmo, e no Rio Tavares, no entorno da Rua das Gaivotas. (Foto: Willi Heisterkamp/Divulgação/JC)