14 de fevereiro de 2011

Viaduto da Seta sob ameaça de demorar mais 60 dias para ficar pronto

Angelo Poletto Mendes/Redação JC

O secretário municipal de Obras, Luiz Américo de Medeiros, já esteve mais otimista acerca da conclusão do viaduto do Trevo da Seta, obra iniciada em meados de 2009, com prazo de execução de 18 meses, previsto para entrega em março deste ano. “Estou apreensivo; existe o risco de que não consigamos entregar esta obra em março, como prevíamos”, admitiu o secretário, no dia 03/02. O motivo, conforme ele, seriam algumas dificuldades operacionais ocorridas ao longo dos trabalhos, aliadas a questões climáticas, principalmente o excesso de chuvas registrado nos últimos 40 dias na capital.
“As chuvas prejudicam bastante; quando se trabalha com terra armada com areia não compromete tanto, mas quando se mexe com terra molhada, para cada dia de chuva são dois dias inoperáveis”, argumentou. Uma prova dessa dificuldade pode ser aferida no final da tarde do dia 03/02, quando uma escavadeira que trabalhava em solo mole, no entorno do mercado Imperatriz, atolou e acabou quase soterrada no local. O dirigente nega, contudo, que hajam dificuldades de caixa para custeio da obra. “Não existe nada disso, os repasses estão normais, tá tudo certinho”, assegurou .
Medeiros estima que o eventual atraso na entrega da obra pode ser de 30 ou até de 60 dias. “Estamos tocando o máximo possível, o tempo é que não está colaborando nada”, alegou. A obra, inicialmente prometida pela Prefeitura para entrega em dezembro de 2010, está custando cerca de R$ 15,4 milhões, dos quais cerca de R$ 3 milhões com pagamento de indenizações para donos de imóveis desapropriados no entorno. O viaduto terá 145 metros de extensão e quatro pistas, com capacidade para um fluxo diário de 30,8 mil veículos. (Foto: Willi Heisterkamp/Divulgação/JC)