11 de abril de 2011

Ampliação da Diomício sob ameaça de ficar só no papel

Anunciada desde o ano passado como praticamente viabilizada, com direito a holofotes para a ex-senadora Ideli Salvatti, vice-prefeito João Batista Nunes e o presidente do Avaí, Nilson Zunino, que teriam sido os responsáveis pela obtenção dos recursos, a obra de duplicação da Avenida Diomício Freitas, que liga o Trevo da Seta ao aeroporto da capital, corre o risco de não sair do papel. Isso porque o prazo para uso dos recursos disponibilizados pelo Ministério das Cidades para execução da obra estaria em vias de expirar. Orçada em cerca de R$ 6,3 milhões, para a duplicação de um trecho de pouco mais de 1,2 quilômetro, a obra envolve também a desapropriação de quase 40 imóveis para sua consecução. O Departamento Estadual de Infra-Estrutura (Deinfra) informou que está gestionando, junto ao Governo Federal, a prorrogação do prazo para aplicação dos recursos. Pelo contrato vigente, a contratação da duplicação teria que acontecer até o final de abril para que possam ser utilizados os R$ 5 milhões disponibilizados pela União. Os outros R$ 1,3 milhão viriam dos cofres do governo estadual. Além do possível imbróglio envolvendo as desapropriações, outro grande obstáculo à duplicação será o licenciamento ambiental, já que envolve área de mangue.