Angelo Poletto Mendes/Redação JC
O responsável técnico pelo empreendimento interditado, Juan Etcheverry de Arruda Gomes, alegou que o rebaixamento do lençol freático que vinha sendo executado no empreendimento, até à interdição, visaria apenas viabilizar a fixação das fundações dos dois blocos de apartamentos previstos para o local. Cada um deles com 20 unidades. Sobre a garagem subterrânea, o dirigente assegurou que está prevista na planta original do empreendimento e, após concluída, ainda ficará cerca de 80 centímetros acima do lençol freático.
Gomes alega que o rebaixamento para abrir caminho para fundações é uma prática usual em obras desse tipo em praticamente toda a Ilha de Santa Catarina, inclusive no próprio Campeche. Esse descarte, contudo, de acordo com ele, muitas vezes passaria despercebido, porque aconteceria em terrenos desocupados ou áreas próximas a mangues. No caso de sua obra, argumenta, não havia alternativa, em função da falta de área para deposição da água extraída.
O dirigente ressaltou que a interdição imposta ao empreendimento foi em caráter apenas parcial, o que permitiria o andamento de outras etapas construtivas, enquanto permanece obstaculizada a extração da água. Ele garantiu, contudo, que já está adotando todas as providências técnicas, exigidas pela Polícia Ambiental, para obter a liberação da obra. O residencial, de acordo com ele, terá no total 40 apartamentos e estação de tratamento de esgoto própria.
