As lideranças comunitárias do Campeche já estão articulando a mobilização de moradores da região para um possível novo ciclo de enfrentamento com a Prefeitura acerca do futuro plano diretor da capital. As informações divulgadas através da imprensa de que a Prefeitura estaria preparando a reabertura das discussões do projeto, em supostas bases diferentes daquelas rejeitadas no ano passado pelo movimento comunitário da capital, foi recebida com frieza pelos líderes locais. “Na verdade, trata-se daquele mesmo plano que tentaram nos enfiar goela-abaixo no ano passado, talvez apenas com alguns ajustes cosméticos”, disparou o presidente da Associação de Moradores do bairro (Amocam) e delegado-substituto do Núcleo Distrital do Campeche, Ataíde Silva. O principal ponto de conflito, prevê o dirigente, deverá se dar novamente em torno da verticalização predial, proposta defendida pela Prefeitura, mas já amplamente rejeitada, em caráter formal, pela comunidade local. Silva reitera que o Campeche e região, através de suas lideranças, pretendem insistir na defesa do plano elaborado pela comunidade ao longo do processo do Plano Diretor Participativo. ‘Temos um plano pronto, concluído e protocolado junto ao IPUF, Ministério Público e Câmara Municipal , que foi elaborado com a própria concordância e anuência do poder público”, afirmou. “Nosso plano não é retórico, contempla inclusive todas as soluções viárias necessárias para a região, de acordo com os limites de adensamento populacional que defendemos”, destacou. A intenção da Prefeitura, de acordo com informações divulgadas pela imprensa, é apresentar uma nova redação final para o projeto até final de maio. Esse novo texto viria com algumas adequações em relação aquele apresentado durante a tumultuada audiência realizada em outubro de 2009, no Teatro Álvaro de Carvalho, no centro da capital. Algumas alterações pontuais teriam sido promovidas nas regiões da Lagoa da Conceição e Norte da Ilha. Para o Campeche, contudo, não teria havido recuo na intenção de permitir prédios de até seis e oito andares em algumas áreas. (Foto: Willi Heisterkamp/Divulgação/JC)
11 de abril de 2011
