“Estamos finalizando as desapropriações; meta é retomar a obra no mês de maio, estamos trabalhando firme para isso”, declarou o secretário estadual de Infra-Estrutura, Valdir Cobalchini, no final de março, referindo-se à prometida terceira pista da rodovia SC-405, no Sul da Ilha. No início de fevereiro, menos de 30 dias após assumir o cargo, o secretário fora bem mais otimista e prognosticara a solução acerca das desapropriações para o final de março, permitindo a retomada das obras em abril. Apesar desse novo atraso na projeção de reinício das obras, o Deinfra considera que a obra já teve importantes avanços neste ano, no que tange às desapropriações, principal entrave para a retomada dos trabalhos na rodovia. “Tivemos um grande avanço na questão documental, com a Justiça agilizando as emissões de posse, fundamental para desembaraçar o processo de indenização”, comentou o superintendente do Deinfra, engenheiro Cléo Quaresma. “O principal problema das desapropriações não é questão financeira, mas a documentação comprovando a posse do imóvel pelos desapropriados, que permita ao governo pagar a indenização”, explicou . O dirigente revela, por outro lado, que o Deinfra estuda até mesmo rever sua decisão de só reiniciar as obras físicas após a resolução integral das desapropriações. Essa era a posição inarredável do Deinfra, desde o final de 2009 até o término do mandato do governo anterior. “Não temos poupado esforços para viabilizar essa obra, conforme determinação do governador, e poderemos eventualmente recomeçar mesmo que fiquem algumas pendências para serem resolvidas ao longo das obras”, avisou. Quaresma garante que a obra, que abrange um trecho de 2,6 quilômetros, entre os trevos da Seta e do Rio Tavares, é relativamente simples e de rápida execução. “Se tivermos tudo desembaraçado, com a área livre para trabalhar, é uma obra que não leva mais do que 90 ou 120 dias”, afirmou. (Foto: Willi Heisterkamp/Divulgação/JC)
11 de abril de 2011
