6 de junho de 2011

Campeche sai na frente e promove seminário sobre plano diretor

Amplamente reconhecida como a região que abriga o movimento comunitário mais organizado e combativo da capital, o Campeche saiu novamente na frente na rediscussão do novo plano diretor municipal. Com base em informações plantadas aqui e acolá, na imprensa tradicional, dando conta que a Prefeitura está preparando a retomada do projeto do plano diretor, dirigentes do chamado Núcleo Distrital do Campeche decidiram remobilizar a comunidade local e promoveram, no dia 21/05, o 1º Seminário sobre o Plano Diretor Participativo, no Clube Catalina, no Campeche. O evento atraiu em torno de 100 pessoas, entre dirigentes comunitários, moradores e interessados sobre o tema em geral. Foi centrado na recapitulação do projeto de plano diretor comunitário, elaborado, aprovado e registrado em cartório pelo movimento comunitário local no ano passado, além de definir estratégias de defesa dos pontos defendidos pela comunidade no futuro texto final do projeto de plano diretor que deve ir à votação da Câmara ainda neste ano. O presidente da Associação dos Moradores do Campeche (Amocam), Ataíde Silva, garante que o evento não teve o objetivo de antecipar possíveis confrontos e nem desafiar a Prefeitura, com a qual mantém sabidas divergências na confecção do projeto. “Estamos dispostos a ouvir, discutir e até aceitar o contraditório; agora, existem pontos no nosso projeto que são inegociáveis, porque implicam em mudar radicalmente o que a comunidade defende para o futuro do bairro e da região”, argumentou. Gato escaldado, como se diz na gíria, Silva teme que o projeto que está sendo preparado pela Prefeitura para a retomada das discussões venha apenas com uma nova roupagem em relação aquele amplamente rejeitado pelos movimentos comunitários da capital, em audiência pública realizada em março do ano passado. Além da remobilização das tradicionais lideranças comunitárias, Silva salienta que o seminário também visou informar novos contingentes de moradores da região e agregar simpatizantes à causa comunitária. (Foto: Willi Heisterkamp/Divulgação/JC)