6 de junho de 2011

Clima de insegurança ronda escolas do Sul da Ilha

Um clima de insegurança e apreensão paira sobre pais e familiares de alunos de algumas escolas do Sul da Ilha. Além de um caso de vandalismo brutal registrado no final de maio, na Escola Municipal Batista Pereira, no Ribeirão da Ilha, que chocou a comunidade local, outras unidades da região estariam também sob risco iminente de violência. Familiares de um aluno da escola João Gonçalves Pinheiro, no Rio Tavares, denunciam que um grupo de adolescentes estaria agindo no entorno da escola, todas as tardes, usando drogas, praticando vandalismo e ameaçando moradores e alunos.
“Eles traficam nas redondezas e chegam a ameaçar de morte quem reclama; vivemos um clima de terrorismo”, afirma uma moradora local, que pediu para ter seu nome preservado. Uma funcionária da escola alegou que eventuais problemas no entorno da unidade não são de responsabilidade da unidade escolar. No caso de incidentes no âmbito interno da instituição, informou ela, o procedimento é acionar a Guarda Municipal e a Polícia Militar. O presidente do Conselho Comunitário do Rio Tavares, Cedenir Valter da Silva, informou que desconhece problemas nessa escola. “Essa demanda nunca foi levantada nas nossas reuniões”, assinalou.
O secretário municipal de Educação, Rodolfo Pinto da Luz, disse que unidades escolares que tiverem problemas poderão ser incluídas no roteiro do projeto Ronda Escolar, que visa dotar de policiamento regular algumas escolas da rede municipal. “Em função da dificuldade de contingentes policiais, temos que estabelecer uma escala de prioridades; mas a medida que forem detectados problemas e chegarem reclamações, poderemos integrar essas unidades ao roteiro da ronda”, avisou. (Texto: Angelo Poletto Mendes/Redação JC)