Os pescadores do Pântano do Sul, uma das colônias de pesca artesanal mais antiga da capital, também estão otimistas acerca das perspectivas da safra deste ano. Depois de capturar cerca de três mil tainhas até 25/05, em três lances consecutivos, volume ainda considerado tímido pelos pescadores locais, as expectativas são de um mês de junho de muita pesca. “Sempre que dá pouca tainha em maio é porque vem muita em junho”, ensina Arante Monteiro Filho, o popular Arantinho, um dos patrões das cinco redes que atuam no local, envolvendo 200 ‘camaradas’. O atraso na liberação de licenças para os barcos industriais ocorrida neste ano, para preservar o período de desova da tainha, também deve contar a favor dos artesanais. “Esse atraso nas licenças deve, sem dúvida, botar mais peixe na rede dos artesanais”, comenta. Ironicamente, contudo, com poucos barcos atuando, os pescadores carecem de informações sobre o avanço dos cardumes. “Os barcos industriais é que informam”. Arantinho acredita numa safra superior aquela registrada no ano passado, que terminou com a captura estimada de 15 mil tainhas. Ele salienta que na localidade os pescadores contam com o apoio dos surfistas. “Temos um acordo informal com os surfistas, dos Açores e Solidão, de respeitar o período da safra, até o final de julho”, comentou. (Foto: Divulgação/JC)
6 de junho de 2011
