A tosse pode ser aguda, que é a mais frequente, ou crônica, que em geral está associada a outros problemas de saúde que devem ser tratados. Quando a tosse aguda surge deve-se analisar se houve introdução de alguma medicação nova que possa ter esse efeito secundário ou se a pessoa terá refluxo esofágico em que a acidez do estômago possa estar a irritar a garganta.
Se nenhum problema destes foi identificado, pode-se considerar que a tosse é apenas o ato reflexo para que substâncias irritantes sejam expulsas das vias respiratórias superiores. Nestes casos, pode-se desencadear uma tosse seca ou uma tosse produtiva, com produção de expectoração.
Para a tosse seca que se desencadeie como consequência de uma reação alérgica, o uso de desloratidina costuma aliviar os sintomas. Também há formulações com clobutamol ou com cloperastina que são eficazes, na tosse seca. No ramo de produtos naturais, o gengibre, o limão, mel ou própolis são igualmente benéficos contra a tosse. Muitas vezes a tosse é produtiva, ou seja, é acompanhada por expectoração.
Os produtos eficazes nestas tosses têm o efeito de fluidificar o muco, sendo assim mais fácil a sua expulsão. É aconselhável a ingestão de bastante água que também ajudará no processo de fluidificação do muco. Medicamentos com ambroxol ou com a acetilcisteína também são bastante eficazes, havendo formulações para adultos e para crianças.
De qualquer forma, se a tosse persistir por três ou mais semanas ou se for acompanhada de febre, expectoração de cor escura ou falta de ar, deve-se consultar um médico e evitar a automedicação. Se a tosse for crónica pode-se considerar a hipótese de haver outras patologias associadas, como a asma ou a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).
A asma surge por se causar um estado inflamatório, produzido pela produção de substâncias imunológicas (de defesa) em demasia. Muitas vezes a asma é acompanhada de manifestações alérgicas na pele, causadas também pelo excesso dessas substâncias imunológicas. A asma é mais comum nas crianças, mas há também episódios asmáticos nas idades mais avançadas. As pessoas têm muitas vezes falta de ar e pieira (som respiratório característico de asmáticos).
Os portadores de asma têm de ter acompanhamento médico e fazerem tratamento preventivo, não só com medicamentos, mas adotando novos hábitos de vida, para que os episódios de asma não se repitam com frequência. Outra doença que pode provocar tosse crónica é a DPOC (citada mais acima). Nestes doentes, no ato da expiração o ar não é expulso na totalidade. Isto acontece porque as paredes dos bronquíolos apresentam lesões que dificultam as trocas gasosas no ato da respiração. É mais frequente em fumadores, em pessoas idosas, em doentes com patologias cardiovasculares e segundo as estatísticas, no sexo masculino.
As pessoas com DPOC têm de ser seguidas por um médico que geralmente receita broncodilatadores e anti-inflamatórios e aconselham os doentes a terem a vacinação contra a gripe, a pneumonia e covid. Além da vacinação disponível no protocolo nacional, muitas vezes os doentes são aconselhados a tomarem vacinas personalizadas. Há a reter que após o tratamento da tosse , se esta persistir, não se deve adiar a ida ao médico que, após uma consulta e muitas vezes exames complementares de diagnóstico, indicará tratamento. (Texto: Maria Leonor Castro e Silva/Farma&Farma Farmácia Popular Campeche).
15 de julho de 2025
