Neto e bisneto de nativos do Ribeirão da Ilha e morador do Alto Ribeirão há 55 anos, o bancário aposentado do BESC, Jaime da Silva Filho, reclama que o Alto Ribeirão está abandonado pela Prefeitura. Segundo ele, a região que abrange desde o Trevo do Erasmo até o Trevo do Candonga, na Tapera, numa extensão de aproximadamente seis quilômetros pela Rodovia Baldicero Filomeno, estaria completamente ignorada pela Intendência do Ribeirão da Ilha, embora pertença a sua área de abrangência. “Esse calçamento não tem acostamento, pondo em risco a vida das crianças e pedestres; o próprio calçamento está em condições horríveis, cheio de buracos e pedras soltas, e a maioria dos pontos de ônibus está tomada pelo mato e alagado”, enumera o morador, conhecido na região como Minho. O aposentado garante ainda que o calçamento em paralelepípedos da rodovia, instalado no final da década de 70, não recebe manutenção há muitos anos. Jaime reclama que enquanto no Alto Ribeirão a rodovia Baldicero Filomeno está abandonada, no percurso que abrange da Freguesia do Ribeirão até a Caieira da Barra do Sul a mesma rodovia foi toda asfaltada. “A Baldicero Filomeno vai do número 1 ao 19 mil, mas o asfalto só começa na altura do número seis mil; porque isso?”, questiona. “Para nós aqui, eles não deslocam ninguém, mas para atender essa área a intendência possui 23 homens”, acrescenta. O aposentado lamenta ainda que o Alto Ribeirão teve apenas duas ou três servidões pavimentadas durante todo os dois mandatos do governo municipal anterior, sendo que duas delas teriam sido feitas às vésperas das eleições deste ano.
24 de janeiro de 2005
