17 de maio de 2005

Insular planeja criar “diretão” no Campeche

Os usuários do transporte coletivo no Campeche podem ser contemplados em breve com uma nova opção de linha de ônibus para se locomorem do bairro ao Centro da cidade com maior rapidez no horário da manhã. A Insular estuda a possiblidade de implantar uma linha semi-expressa, popularmente conhecida como “diretão”, para fazer a ligação do bairro ao Centro, sem o tradicional transbordo no Terminal de Integração do Rio Tavares (Tirio). Segundo o gerente administrativo da empresa, Fábio Luciano Gomes da Silva, essa linha terá apenas um horário diário, possivelmente entre 6h45 e 6h55, considerado o pico de deslocamento para o centro da cidade. “Esse é o período de maior fluxo de ônibus saindo dos bairros para o Tirio”, assinala. Além de oferecer maior conforto e rapidez para o usuário, o dirigente explica que o objetivo da nova linha também será o de desafogar o movimento no terminal de integração. O maior empecilho para implantação da linha, no entanto, conforme ele, é que por causa da grande demanda prevista, ela precisa operar com os veículos de grande porte, os ônibus articulados, o que vai restringir sua capacidade de circulação pelas ruas internas do bairro. Silva revela que já existem duas linhas semi-expressas operando no Sul da Ilha desde novembro, no Ribeirão da Ilha e Costa de Dentro. Essas linhas operam embarcando passageiros do bairro de origem até o Trevo do Erasmo, de onde passam a seguir sem paradas até o terminal do Centro. O dirigente prevê, por outro lado, um novo aumento das tarifas a partir de julho, já que o último estudo tarifário teria ocorrido em junho do ano passado. “Estamos com uma defasagem da ordem de 27% em relação à tarifa que deveria estar em prática”, afirma. O dirigente acredita que o recente aumento do óleo diesel e a reposição salarial de funcionários das empresas fatalmente serão repassados para os usuários. Recentemente, motoristas e cobradores fizeram uma paralisação de protesto no centro da cidade para pressionar os patrões a atender suas reivindicações, parando os ônibus por duas horas. (Foto: Luís Prates/Mafalda Press/Divulgação/JC)