‘Abri a Clínica Amarante no Campeche em agosto de 2006 — 20 anos atrás, em agosto passado. O bairro era outro, e eu também. Naquela época, quem morava aqui e precisava resolver alguma coisa mais complexa atravessava a ilha. Com quase 26 mil moradores, o Campeche é o maior bairro do Sul da Ilha. Hoje, a Clínica Amarante permite resolver todos casos, desde os mais complexos de odontologia sem sair do bairro, oferecendo centro radiológico próprio, implantes dentários, reabilitação oral, periodontia, endodontia com microscopia operatória, alinhadores invisíveis, tratamentos para Dor Orofacial, fisioterapia Oral para ATM e atendimento de urgência 24 horas.
Atrelado a isso criamos uma submarca chamada Amarante Kids, onde oferecemos aos filhos e netos dos nossos pacientes Odontopediatria preventiva e curativa em um ambiente especialmente projetado para o público infantil. Com a Amarante Kids, cuidamos da saúde bucal das crianças com técnicas humanizadas, prevenção de cáries e ortopedia funcional dos maxilares no mesmo local em que a família já confia.
Vinte anos dão uma perspectiva que não se tem no primeiro ano: dá para acompanhar a mesma pessoa por duas décadas. Vejo pacientes que chegaram aos quarenta e hoje têm sessenta. Vejo filhos de pacientes que agora trazem os próprios filhos. E vejo, ano após ano, a mesma coisa acontecer com quem adiou o cuidado bucal — o problema não some, ele muda de tamanho.
O que mais mudou nesse período não foi só a técnica da Odontologia. Foi quem senta na cadeira odontológica. Florianópolis é hoje a quinta capital brasileira em proporção de idosos: 17 em cada 100 moradores, contra 12,6% em 2012. Em nove anos a cidade ganhou 33 mil pessoas com 60 anos ou mais e perdeu 21 mil entre 18 e 29. No Sul da Ilha isso aparece na nossa sala de espera antes de aparecer em qualquer estatística.
E há um número brasileiro divulgado há poucas semanas que deveria incomodar mais do que incomoda. A análise da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal de 2023, feita por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco com quase dez mil pessoas em 368 municípios de todos os estados, mostrou que 36,5% dos brasileiros entre 65 e 74 anos não têm mais nenhum dente. Mais de um em cada três.
Esse não é um número sobre aparência. É um número sobre alimentação, sobre convívio à mesa e sobre autonomia. Porque envelhecer mudou de forma. Um em cada quatro brasileiros com 60 anos ou mais estava trabalhando em 2024. A expectativa de vida chegou a 76 anos. Quem chega ao consultório odontológico aos 65 não está se preparando para parar: está organizando os próximos vinte anos. E não se organiza vinte anos de vida ativa sem conseguir comer direito.
Em 20 anos de consultório, o que mais vejo não é a perda dentária de repente. É a troca silenciosa. A pessoa deixa de comer carne vermelha, troca a maçã pelo suco, evita o pão de casca dura. Não conta isso a ninguém — às vezes nem para si mesma — porque não parece um problema, parece preferência. Quando pergunto desde quando mudou, a resposta quase sempre é a mesma: não sei, foi acontecendo.
Isso acontece porque a perda costuma começar pelos dentes de trás, que são os que trituram. Eles não aparecem quando a pessoa sorri. Um dente da frente que cai leva alguém ao dentista na mesma semana. Os de trás nem sempre. Na avaliação que aplicamos com nossos pacientes na primeira consulta na Amarante, seis em cada 10 dez pessoas chegam depois de mais de um ano sem ir ao dentista. E uma em cada cinco declara ter medo.
Não é descuido. É um assunto que se adia porque parece grande demais para começar — e porque muita gente teme ser julgada por ter demorado. O que costuma destravar a decisão não é a promessa de um resultado. É saber o percurso: quantas etapas, em que ordem, quanto tempo leva cada uma, o que dá para resolver primeiro e o que pode esperar. Saber disso no começo muda a decisão de quem vem adiando há anos.
Manter uma clínica odontológica no mesmo bairro por vinte anos ensina uma coisa sobre o que é diferencial. Equipamento é meio. Estrutura é meio. O que sustenta uma clínica odontológica tanto tempo no Campeche é conseguir acompanhar a mesma pessoa ao longo do tempo, e estar aqui quando ela voltar. Como vem sendo ao longo desses vinte anos. Obrigado ao Campeche pelos 20 anos. Continuamos no mesmo endereço.’
(Texto: Dr. Marco Eduardo do Amarante.
Cirurgião-dentista (CRO-SC 8591) e responsável técnico da Clínica Odontológica Amarante (CRO-SC EPAO 3003).
CLÍNICA AMARANTE – Odontologia Avançada
Avenida Campeche, 1550. Campeche.
F:(48) 98805 2452 · Urgência e emergência 24 horas
