20 de novembro de 2017

MOBILIDADE é maior obstáculo à expansão turística do Sul da Ilha

 Um dos maiores entraves à transformação do Sul da Ilha no principal eixo turístico da capital e do próprio estado é o precário sistema viário de acesso à região, que já abriga hoje uma população fixa estimada em mais de 60 mil habitantes, com tendência à expansão. Historicamente esquecida pelo poder público, a região teve sua última grande obra inaugurada há mais de 13 anos – a Via Expressa Sul -, assim mesmo desvirtuada em relação ao projeto original, que previa um elevado sobre o mangue do Rio Tavares. Desde então, foram apenas duas obras medianas para aliviar o drama da região, como o ‘elevado’ da Seta e a terceira pista da SC-405.

Obra mais importante para a solução dos crônicos congestionamentos diários na região, que se multiplicam na temporada, a construção do acesso ampliado ao futuro novo aeroporto, que permitirá um novo eixo de acesso aos bairros da região, avança no ritmo dos últimos cágados que ainda habitam o mangue do Rio Tavares. Numa perspectiva otimista, deve ser entregue no final de 2019 – se equacionado o interminável imbróglio envolvendo o licenciamento de seu trecho central -, junto com o novo aeroporto da cidade, agora sob gestão de um grupo gringo.

Nem o elevado do Rio Tavares, modesta obra paliativa para melhorar a fluidez do tráfego, que já deveria estar em operação desde a temporada passada, dá sinais confiáveis de conclusão a curto prazo. A Prefeitura garante que os trabalhos estão em ritmo compatível com a previsão de entrega para o final de março de 2018. “A mobilidade é um problema muito sério, que prejudica demais o nosso turismo”, lamenta o comerciante Arante Monteiro, dono de restaurante no Sul da Ilha.

Enquanto as soluções viárias para a região são novelescas, no intra-bairros o governo municipal começa a se movimentar para melhorar a mobilidade. Depois de anunciar o início de obras de pavimentação em seis ruas no Campeche – duas das quais já em andamento – a Prefeitura estaria em vias de deflagrar um pacote contemplando obras em 280 ruas do município, via  financiamento da CEF, que deve beneficiar Sul da Ilha. Só o distrito do Campeche possui ainda 127 ruas de chão batido.

O intendente do Campeche, Edi Gonçalves, informa, por outro lado, que está na iminência de ser finalizada também uma operação tapa-buracos no Campeche, contemplando as quatro principais vias asfaltadas –  avenidas Pequeno Príncipe e Campeche, e ruas da Capela e Gramal. “A marcação e os recortes já foram feitos, e o serviço está para ser completado”, afirmou. O Sul da Ilha deve ser contemplado também com novas placas de sinalização dos balneários, informou o intendente. (Foto: Leonardo Souza/Divulgação/Arquivo/JC)